quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Caminho

Volto à estrada da vida.
Sigo em linha recta
Por não saber
Que caminho escolher.
Abraço a vida
Como anseio o Amor
Que traiçoeiramente
Me traz encarcerada.
Desprezo o Destino
Que sem dó nem piedade
Me priva do que ambiciono
E não posso alcançar.
Tento o Tempo…
Que pare por instantes!
Para tudo voltar
Ao que fora antigamente
Permaneço quieta!
Oiço os sons e os ecos
A cidade em reboliço
Com a noite por companheira
E a Lua como velha cúmplice
De um sonho antigo
Suspenso nas estrelas
E iluminado pelo Sol.
Guardo o segredo comigo
Esse que mais ninguém
Poderá desvendar.
Um tesouro que é meu
Que me pertencerá
Na infinidade da morte
Através da presença da alma
Nos corações ardentes.

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