domingo, 9 de janeiro de 2011

Talvez...

Talvez... seja presunção.
Talvez... seja encantamento.
Não sei bem o que é, mas algo me leva a escrever o que sinto, o que penso, o que acho que o mundo também pensa mas não revela. Algo maior que eu, uma vontade estranha, que toma conta dos meus dedos e fá-los percorrer as teclas do computador. Uma força estranha que faz a minha mão pegar na caneta e no papel e faz o meu pulso ondular ao sabor de cada curva das palavras que me vão no pensamento.
Se sei escrever?! Talvez não. Mas para quem, como eu, gosta de ler, reler o que escrevi e gostar é bom. E melhor ainda é nem reconhecer como podendo ser seu aquilo que se está a ler... Talvez seja só fantasia minha, mas sou como todos aqueles que seguem sonhos de cantar ou representar e, por isso, passam por provas de selecção onde até são humilhados... alguns percebem que não é a sua vocação. Pararei quando me disserem que não sei o que digo, o que escrevo, que nada do que escrevo faz sentido. Não quero cair no ridículo. Enquanto isso, vou fazendo o gosto a esta vontade que me consome.
Escrevo sobre sentimentos, sobre vontades, sobre intenções... sobre o que vejo e o que imagino. A imaginação é amiga da felicidade. Tentam andar sempre juntas, mas nós deixamos de imaginar quando transitamos da meninice para um estado de pré-adolescência, pensando que sabemos tudo e que nada mais nos surpreende. Acabamos por ser surpreendidos pela vida e acabamos a atribuir culpas aos outros. 
Talvez não saiba escrever, mas ainda mantenho a capacidade de imaginar. A capacidade de Sonhar!
Façam o favor de voltar a sonhar!

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